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Senso de equipe

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Resumo do capítulo 7 do livro O FAZEDOR DE DISCÍPULOS.

João 17
23 e 24 Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.

1)   A UNIDADE E A COOPERAÇÃO É UM DOS MAIORES DESAFIOS DO DISCIPULADO EM GRUPO – Ao tocar neste assunto, a oração de Jesus tem um peso dramático. O êxito de seu ministério, inclusive da Cruz, dependia da capacidade daqueles homens manterem-se juntos e unânimes.

a)    O homem foi criado para a cooperação. Desde o Éden, uma necessidade de comunhão e apoio foi revelada em sua estrutura: “Não é bom que o homem esteja só!” (Gn 2:18).

b)   O pecado desordenou a alma humana e o que clamava por comunhão, passou a mover-se por competição – Logo vemos Caim matando Abel, por vê-lo, não como parceiro, mas como concorrente.

c)    O propósito do discipulado é trazer de volta as virtudes atrofiadas pelo pecado – Um verdadeiro discipulador precisa pensar em equipe e trabalhar seus discípulos para que cooperem entre si... Isso é um grande desafio! Pessoas diferentes sendo treinadas para funcionarem na unidade!

d)   Há uma diferença entre um grupo e uma equipe – Um é apenas um conjunto de pessoas organizadas num mesmo espaço. O outro é a realidade conquistada de que estas pessoas interagem e cooperam harmoniosamente.

2)   JESUS ESTABELECEU UMA EQUIPE DEFINIDA DE DOZE – Embora não façamos disso um dogma ou doutrina, temos bons motivos para adotar este modelo de discipulado em equipe:

a)    Embora tivesse muitos discípulos, Jesus definiu doze como sua equipe direta e prioritária – Claramente, Ele distinguiu este grupo dos demais.

b)   Os discípulos tinham clareza de que aquela equipe só estaria completa com doze homens – Quando Judas os deixou, a solução mais fácil seria permanecerem em onze, ou ampliarem o número pra treze, já que José e Matias tinham habilitação para fazerem parte, mas eles entenderam que precisavam “preencher a vaga” ( conf. At 1:25) e voltar ao padrão de doze.

c)    Embora não tenhamos nenhuma ordem de Jesus de que uma equipe de discipulado deva ter, necessariamente doze pessoas, e tampouco tenhamos indícios de que os apóstolos levantaram equipes de doze, temos ótimos motivos para seguir esse caminho. Doze é um excelente número para se trabalhar (nem grande e nem pequeno demais) e estaremos tentando fazer o que o maior fazedor de discípulos da história fez.

3)   O DESAFIO DE JESUS EM IMPLANTAR A UNIDADE EM SUA EQUIPE FOI GRANDE – Eles eram diferentes e cheios de si (imagine um zelote e um cobrador de impostos juntos!). Manifestavam egocentrismo e competitividade. Como todo grupo heterogêneo, precisaram ser trabalhados. Como Jesus fez?

a)    Em primeiro lugar, Jesus se ofereceu como modelo de unidade. Sua argumentação era: “como eu sou um com o Pai, que eles sejam um entre si”. O líder isolado, que não demonstra capacidade de funcionar como uma pessoa de equipe no nível horizontal, não terá autoridade para transmitir isso aos seus discípulos.

b)   Em segundo lugar, Jesus confrontou todo espírito de competição e protagonismo entre eles. Os episódios de Mc 9:33-37 e Mt 20:20-28 demonstram como a competição e o desejo de proeminência estava incrustrado neles e como Jesus trabalhava fortemente para destruir essas tendências.

# Sentar para resolver problemas de relacionamento, seja com toda a equipe ou com membros em dificuldade de relacionamento é uma ação vital que o líder precisa ter, sempre que necessário. Quem deixa os problemas de relacionamento correrem soltos, colherá divisão.

c)    Em terceiro lugar, para burilar o princípio de unidade, Jesus não dava espaço para melindres na equipe – Cada um de seus discípulos teve que reconhecer o seu próprio espaço e o espaço dos outros, que podia, inclusive, ser maior.

# O critério de unidade não é igualdade. Pessoas são diferentes, têm capacidades diferentes e ocupam espaços diferentes no ministério. Pedro, Tiago e João eram claramente discípulos destacados na equipe (Exemplo: Lc 9:28-36).

# A parábola dos talentos é um manual sobre isso. A cobrança e a recompensas foram proporcionais à capacidade e à dedicação (conf. Mt 25:14-30).

#Jesus não admitia a comparação entre seus discípulos. O episódio de Jo 21:20-21 demonstra isso. A resposta do Mestre a Pedro foi mais ou menos: “Não é da sua conta se quero destacar seu irmão. Preocupe-se consigo mesmo!

d)   Em quarto lugar, Jesus trabalhava a inspiração. Era comum vê-lo vibrando ou elogiando diante de atitudes louváveis de seus discípulos, ou mesmo de pessoas que não faziam parte do grupo. Assim, Ele esperava que a atitude dos discípulos uns para com os outros fosse a mesma.

4)   A UNIDADE DOS DOZE FOI CONSOLIDADA COM A UNÇÃO E PROVADA NA AUSÊNCIA DO LÍDER – Quando, em Pentecoste, “Pedro se levantou, e com ele os onze” (At 2:14), fica revelado um senso de equipe madura entre eles.

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