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Um sacerdote fiel

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É tempo de se resgatar o sacerdócio da igreja brasileira. O que os filhos de Eli fizeram pode ser revertido se houver um Samuel crescendo na Casa de Deus. Que sejamos eu e você o cumprimento desse desígnio celestial.

E eu suscitarei para mim um sacerdote fiel, que procederá segundo o meu coração e a minha mente, e eu lhe edificarei uma casa firme, e andará sempre diante do meu ungido. I Samuel 2:35

Essa profecia é uma resposta de Deus a uma geração sacerdotal reprovada. Eli e seus filhos foram responsáveis pela perda da glória em Israel e levaram a nação a se afastar do Senhor, com seu mau testemunho e corrupção ministerial. Por isso, Deus envia um profeta para proclamar juízo sobre aquele ministério leviano e promete levantar um sacerdócio fiel, que fizesse o caminho oposto, que trouxesse a shekiná de volta e estabelecesse o reino, palavra que acabou se cumprindo através da vida de Samuel.

Nos nossos dias, temos que admitir que uma parte da igreja se portou como a casa de Eli. Somos milhões de crentes no Brasil, mas não temos trazido ainda a glória de Deus às nossas cidades e à nossa nação porque nosso testemunho não sustenta essa realidade. A corrupção da igreja precisa ter uma resposta.

Assim como nos dias de Samuel, o Senhor não está passivo. Ele tem promessas a cumprir e isso passa pela necessidade de que se levante uma geração santa, uma igreja que traz de volta a honra, o governo e a glória de Deus. Sua promessa de levantar um sacerdote fiel precisa encontrar um lugar para se cumprir em cada um de nós.

Quando olhamos para este versículo da Palavra, temos condição de entender quais as marcas desse sacerdote fiel. Em primeiro lugar, ele é levantado por Deus, é fruto da graça. O Senhor diz “Eu suscitarei”... A geração sacerdotal que trará a nação de volta para o Senhor não é fruto de autopromoção e nem de marketing religioso. Deus a levantará pelo seu próprio poder. Os homens e mulheres que Deus usará para o avivamento simplesmente aparecerão, como Samuel, do serviço humilde na Casa do Senhor, sem propaganda e nem esforço humano.

Em segundo lugar, o sacerdote fiel é alguém que vive para Deus. Ao dizer “Eu suscitarei para mim”, o Senhor revela seu desejo de ter nas mãos homens consagrados. O seu velho sonho é ternos para si. Mais do que nossos resultados, Ele nos quer. Não pessoas que vivam em função de seus próprios desejos e nem que vivam em função do aplauso dos outros, mas que O elejam como centro de suas vidas.

É muito fácil usarmos o Senhor como pretexto para alcançarmos os nossos próprios ideais. No entanto, a geração que trará o reino é uma geração que vive para Deus, cujo único propósito e agradar o seu coração.

Outra marca do sacerdote fiel é que ele ama o que Deus ama, ou seja, é apaixonado por gente. Digo isso porque o Senhor tem um coração passional que o move. A promessa é “levantarei um sacerdote que procede segundo o meu coração”... Essa perspectiva nos coloca em contraste com a proposta da religião que apresenta um Deus frio, que requer apenas correspondência a regras, dogmas e ritos. No entanto, o Senhor nos chama para entender, receber e viver pela paixão que ele tem pelos homens. Ele quer que caminhemos no compasso do seu coração, do seu amor.

Mas não é somente o coração de Deus que move o sacerdote fiel. É também a sua mente. O texto bíblico diz: “procederá segundo o meu coração e a minha mente”. Isso quer dizer que ele se submete aos valores superiores (e às vezes incompreensíveis) do Senhor. Em outras palavras, não é a mentalidade do mundo ou da presente geração que formata suas ações, mas a vontade do Pai. Para ele, as Escrituras são realmente único e absoluto parâmetro de fé e prática.

A promessa sobre esta geração sacerdotal que a graça levantará vai além da individualidade. O Senhor diz: “eu eu lhe edificarei uma casa estável”. Isso significa que nossas famílias têm que ser base e extensão do nosso ministério. Deus nunca pensa em nós excluindo a nossa casa. Todos os seus planos incluem família e descendência, desde o princípio. Por isso, faz parte do seu propósito edificar nossas casas como casas estáveis, firmes... Eli não entendeu isto. Quis cumprir o sacerdócio sem governar os seus filhos e absteve-se de fazer deles um ministério santo. Exatamente por isso foi rejeitado... Se queremos ser o sacerdócio fiel desta geração, precisamos trazer nossa família para este chamado.

A última expressão do versículo que estamos dissecando é: “e andará sempre na minha presença”. A verdade aqui estabelecida é que o sacerdote fiel se mantém diante do Senhor, ou seja, age sem perder o relacionamento com Deus. Andar diante do Ungido é manter proximidade, valorizar a intimidade e submeter-se à unção. O sacerdote fiel é, não apenas alguém que serve com intensidade, mas que se relaciona intensamente com o Espírito Santo. Ele não tem apenas uma missão a cumprir, mas relacionamento a manter. E é daí que nasce todo o subsídio para as qualidades anteriormente citadas.

É tempo de se resgatar o sacerdócio da igreja brasileira. O que os filhos de Eli fizeram pode ser revertido se houver um Samuel crescendo na Casa de Deus. Que sejamos eu e você o cumprimento desse desígnio celestial. Em nome de Jesus.

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