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Débora, uma mãe em Israel

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Será que o Senhor pode encontrar disposição em você, mulher, para somar forças e pelejar a Sua guerra? Há no seu coração sensibilidade e prontidão para pagar o preço, servir o Senhor e o seu povo, conquistando mulheres para o Reino?

Temos vivido como Igreja, dias sem precedentes. Sabemos que, o que temos experimentado até aqui são apenas gotas de um grande derramar que está para vir sobre toda Terra. Dentre tantas maravilhas que o Senhor tem feito e restaurado nesses dias no meio de sua Igreja, vemos claramente o despertar das mulheres no ministério. É a unção de conquista sendo derramada sobre nós. Que benção!!

Ver e viver essas coisas não nos pode tirar do alvo central de Deus, do Seu objetivo em levantar a mulher no Seu projeto eterno.

Quando o Pai resolve colocar uma mulher numa posição estratégica, incumbi-la de uma missão especial, ou destacá-la no meio do seu povo, Ele não tem em vista “dar uma forcinha” ou sair em defesa da maioria feminina, “descriminada e oprimida” pelos homens. Ele não se rebaixa ao nível ridículo da disputada “guerra dos sexos”, nem tampouco morre de pesares pelo sexo frágil que criou e que estupidamente vem lutando para deixar de ser.

O Senhor Criador conhece bem o coração de uma mulher, foi Ele quem o fez, portanto sabe não apenas os seus limites e fragilidades, como também sua capacidade e sensibilidade. É exatamente por isso que separou um lugar estratégico para a atuação feminina no Seu plano eterno de redimir os povos e fazer Seu nome conhecido em todas as nações.
Gosto da história de Débora, narrada no capítulo 4 de Juízes e repetida numa versão poética no capítulo 5.

Profetiza e juíza levantada por Deus para libertar Israel do julgo e opressão dos cananeus e levar o povo a aliançar-se com o Senhor novamente, Débora entendeu muito bem o sentido e implicações do seu chamamento, sem deixar-se levar por sentimentos de disputa ou arrogância.

Primeiro, ela se fez valer de sua sensibilidade, compartilhando em profundidade da dor do Pai e do sofrimento de seu povo (cap. 5: 6 7,8). Enquanto milhares de homens viam e viviam debaixo de mesma servidão e exploração, Deus achou no coração de uma mulher sensibilidade e indignação necessárias para reverter a situação. Vejo que muitas vezes a mulher se encontra “em vantagem” (se é que assim posso dizer), no perceber a dor e a carência dos outros, e empatizar-se com o sofrimento alheio.

Mas só a sensibilidade de Débora não seria suficiente para libertar Israel do domínio cananeu. A disposição do seu coração a fez levantar-se contra os seus inimigos (cap.5: 7), não confiada na sua força (cap. 5: 4,5). Aliás, essa é uma característica de mulheres espirituais: Se dispõem para o serviço e para a guerra, mas não ignoram sua fragilidade, antes estão convictas que sua força e vitória vem do Senhor.

Será que o Senhor pode encontrar disposição em você, mulher, para somar forças e pelejar a Sua guerra? Há no seu coração sensibilidade e prontidão para pagar o preço, servir o Senhor e o seu povo, conquistando mulheres para o Reino? Você está sensível, disponível e disposta ao chamado do Pai?

O que pra mim é mais fabuloso nessa história, é ver como Débora não abria mão de sua feminilidade para tornar-se uma guerreira. Antes, ela mesma diz: “Levantei-me por mãe em Israel”. Por certo essa mulher conhecia muito bem os desafios e incumbências da maternidade e por isso discerniu que Deus não estava à procura de um rei, um ditador ou um general de guerra para liderar o povo, mas de uma “mãe para Israel”. O que estou querendo dizer, é que o Senhor não precisa quebrar sua feminilidade, pureza ou fragilidade para lhe fazer uma líder forte. Ele não pretende nos levantar para que meçamos força com os homens, muito pelo contrário, quer se valer dos atributos femininos que nos deu para nos fazer líderes honradas em Sua casa. Isso é tremendo!!!

Outro ponto chave, é que Débora entendeu que antes de partir como uma guerreira para a batalha, precisava achegar-se ao Senhor em adoração e louvor. A juíza de Israel se levantou em Deus primeiramente para adorá-lo: “Desperta Débora, desperta, desperta, acorda, entoa um cântico” (cap. 5:12); e ainda: “Ouvi, reis, dai ouvidos, príncipes: Eu, eu mesma cantarei ao Senhor; salmodiarei ao Senhor Deus de Israel” (cap. 5:3). Seu desejo era ser conhecida pelos reis e príncipes como uma adoradora.

Antes de levar-nos à guerra e ao trabalho, Deus nos chama à adoração, à Sua intimidade. Só assim nos revelará sua vontade e suas estratégias. Ele anda a procura de adoradoras que se expressem com liberdade, que usufruam a Sua intimidade como Maria, irmã de Lázaro (Lc 10:39; Jo 12:3); como a pecadora que ungiu seus pés, que nem tem seu nome mencionado, mas que entrou para a história pela ousadia e genuinidade de sua adoração (Lc 7:36-50).

Há ainda muitas considerações a serem feitas a respeito do chamamento dessa mulher, basta ler o texto para perceber sua idoneidade, coragem, sabedoria, etc. Mas para finalizar, gostaria de ressaltar sua humildade e seu espírito de encorajamento na unidade. Débora sabia que sozinha não ganharia guerra alguma. Era necessário arregimentar o povo e liberar sobre ele uma palavra de ânimo e fé, que o motivasse e unisse em torno do mesmo propósito. Sua mensagem e seu testemunho despertaram o povo à conquista (cap. 4:14; cap.5:2).

Se você ainda não se sente desafiada ao ministério e à liderança, deixe essa palavra hoje mesmo fazer de você uma Débora na casa de Deus. Diga SIM ao chamado e:

1) Não abra mão dos seus atributos femininos.

2) Seja sensível à necessidade do povo. 3) Disponha-se para o serviço e para a guerra.

4) Seja antes de tudo uma adoradora verdadeira.

5) Viva e proclame uma mensagem que influencie e anime os que estão à sua volta.

Desperta, mulher, desperta, Deus precisa de você!!!

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